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Líder: O que podemos apreender com o DUNGA?
- Written by Fernando Mendonaã
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Você deve estar estranhando o que a seleção brasileira e o dunga tem haver com teatro evangélico? Simples a resposta, caros arenautas, ser técnico de uma equipe esportiva é um dos grandes exemplos de liderança.
Aliais é a liderança esportiva que vem motivando a criação das grandes máximas que vem aperfeiçoando lideres por todo mundo em diversas áreas.
Existem vários tipos de lideres, cada um com suas características. Com qualidades e defeitos. O importante é frisar que não existe O modelo certo de gestão. O que existe é um perfil a ser adotado por um líder de acordo com sua personalidade. Sabendo o seu perfil, se trabalha para ao Máximo possível diminuir as consequências de defeitos inerentes ao tipo de liderança adotado.
Que tipo de líder é o Dunga? A sua criação rígida, militarizada aponta claramente que o nosso Ex-técnico é um líder militar. O líder militar é aquele que trata seu grupo como uma tropa, com regras hierárquicas bem definidas em uma pirâmide no qual o “General” fica no topo, centralizando decisões, e os soldados ficam na base servindo da melhor maneira para atender as ordens que chegam de cima.
É um estilo de liderança clássico, o mais usado historicamente, tendo em vista as grandes guerras e batalhas que ocorreram na historia da humanidade. Temos exemplos, Alexandre o Grande, Hitler, Napoleão. Lideres militares que ganharam destaque pelas suas lideranças, seja para o bem seja para o mal.
E o que isso tem haver conosco? Este modelo de liderança está incutido nos nossos subconscientes. Já que vivemos durante anos sob uma ditadura militar, você encontrará muitas pessoas que entendem que líder é aquele que manda e toma decisões. No meio evangélico, se procurarmos, acharemos diversos pastores, lideres ministeriais que se comportam como generais a frente de seus grupos. E não somente desta forma, diversas vezes, no decorrer de nossas lideranças, passamos por momentos de lideres generais.
Como assim?
Quantas vezes, sob pressão, não isolamos nosso grupo de influencias externas? Quantas vezes ao meio de algum debate do que se fazer, não tomamos decisões unilaterais sem consultar ao resto do grupo? Chegamos ao ponto que quero trabalhar.
Não pretendo falar sobre a liderança militar em si. Quero refletir sobre a liderança do Dunga. O que ele passou, todos nós, alguma vez, passamos pela mesma situação. A seleção brasileira é alvo de uma tremenda pressão. Criticas constantes tornam o trabalho desenvolvido tenso e complicado. O medo de errar se torna maior, colocando sobre o técnico, que é o líder de toda aquela estrutura, uma grande peso. Ou o líder aprende a conviver com a pressão, como um líder democrático, ou ele isola seu grupo, como um líder militar.
A liderança democrática contém defeitos, não se iludam, mas a liderança militar tem uma má característica que pode comprometer o resultado final: a centralização cria uma enorme sensação de autossatisfação no líder quando ele obtém vitorias; o ego é inflamado e cria-se a soberba. E a soberba é o comportamento no qual a pessoa passa a se achar como o sempre correto das discussões. Nos casos em que ele não está certo, quando a critica é verdadeira, o soberbo, sem analisá-la, descarta a critica e segue com o seu pensamento errôneo.
A crítica faz parte do processo de evolução da ideia. Infelizmente, adotou-se no Brasil um tom pejorativo ao termo “criticar”. O que é criticar? Criticar é emitir uma opinião sobre determinada situação. A opinião pode ser positiva, quanto negativa. Pode se criticar algo emitindo soluções para a melhora do objeto questionado, ou pode-se apenas apontar os erros.
O que o líder faz perante a critica??? Analisar. Filtrar as verdades. LIDER DEVE SEMPRE ESCUTAR AS CRITICAS. Se ela procede, tenta melhorar o erro apontado, se não, a ignora (pode-se tentar expor ao crítico o porque daquela critica não proceder). Fechar-se ao que é falado, ou pelo grupo ou por pessoas externas, é fadar o grupo de se estagnar e não evoluir.
Como se pode evoluir, se você tem problemas em enxergar os erros??? Quanto mais pessoas analisam, maior a possibilidade de se encontrar desvios no trabalho. Quando não se permite esse processo, cria-se uma armadilha que uma hora você vai cair. E que hora vai ser essa? Pode ser durante um ensaio, durante um momento não significativo... Mas pode ser, também, em um momento decisivo.
Dunga foi avisado diversas vezes que ele não estaria levando um reserva criativo para casos em que os titulares da seleção não estivessem rendendo. Escutou?? Não, preferiu falar que seu grupo estava fechado e que não iria chamar ninguém diferente. Dunga diversas vezes escutou sobre o temperamento explosivo do Felipe Mello, que em uma partida poderia ser expulso e comprometer a seleção em uma partida. Escutou?? Não preferiu falar que a imprensa estava o perseguindo, que todos estavam contra ele.
Não analisou o que lhe foi dito. E aonde estes erros foram cruciais? Em uma partida das quartas de finais de uma Copa do mundo. Um ciclo de 4 anos de trabalho foi encerrado, as conquistas deste período serão ignoradas por causa de erros cruciais em UM momento decisivo.
Portanto líder, fica a grande lição. Sei que é difícil, sei que muitas vezes somos desprezados, diminuídos por pessoas , muitas vezes, da nossa própria denominação. Mas se isolar nunca é a resposta. Aprenda a escutar. Analise o que lhe é dito e faça o seu melhor. Não deixe a soberba prevalecer no seu coração.
Porém, eu tenho uma boa noticia pra você. Nós temos algo, que o Dunga não tinha. Um Espírito Santo para nos ajudar no complicado caminho da liderança. Respire, escute e ore, peça direção. Tome a melhor decisão. Tenho certeza que Deus lhe guiará e lhe dará grandes vitorias no seu ministério.
Fiquem com Deus,
Fernando Mendonça
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